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sábado, 25 de abril de 2015

Fic Gift - Epílogo ♥

Postado por Biia Cavagleiro às 12:27 0 comentários


O fim chegou...
Perceberam o espaço de tempo que demorei pra postar o grand finale? Foi proposital mesmo, só pra atiçar a curiosidade de vocês.
Mas não chorem! A história não sairá do blog e podem ler e reler quantas vezes quiser. ♥
Já enrolei vocês demais, então, vamos ao epílogo da história Cartas para Alice!






Epílogo~


Quando chegamos em casa, todos ainda dormiam tranquilamente.
Junsu fora comigo, pois, segundo ele, queria fazer o pedido formalmente, pois considerava muito meus pais e não queria simplesmente chegar dizendo estar me namorando, queria um consenso geral.
Ao entrarmos, ele seguiu para a cozinha enquanto eu me encaminhei para o quarto a fim de pegar uma roupa para o banho.  Ao abrir a porta, me deparei com Lizy, que dormia profundamente na minha cama. Fiquei meio confusa quanto a razão que a levara ir a minha casa enquanto eu não estava. Fiquei bem pensativa em relação a isso, mas decidi perguntar depois do banho.
Após eu sair do banheiro, Junsu entrou. Também queria relaxar com um bom banho. E eu fui ver  situação do meu post, abandonado por um tempo suficiente pra imaginá-lo as moscas. No entanto, qual não foi minha surpresa quando, ao abri-lo, me deparei com uma quantidade de visualizações e comentários enormes, e tudo isso apenas a partir da noite anterior.
Fiquei imaginando como a notícia voa.
E mais, todos os sites de notícia pop coreana, anunciavam o novo status de relacionamento de Kim Junsu. Alguns referiam-se a mim como plebéia, plebéia sortuda e por ai vai, sem deixar de citar o fato de alguns me chamarem de nomes que prefiro manter em oculto pelo grau de baixaria.
Foi minha primeira experiência na mídia, e confesso que não muito boa também. É algo realmente assustador. Tanto que acabei me esquecendo de Lizy.
Após todos acordarem, em uma espécie de “café da manhã em família”, Lizy anunciou (só para Junsu e eu) que estava namorando. Mas não simplesmente isso, ela estava namorando Theo, meu irmão.
É certo que não acho meu irmão feio, na verdade acho ele bem bonito; Olhos verdes, cabelos fartos e com belos cachos escuros, alto e esbelto. Mas é que a Lizy é minha amiga, sei lá, de qualquer forma eu deveria imaginar, ela sempre dissera o quanto o achava charmoso.
Ambos disseram que se gostavam mas um desconhecia os sentimentos do outro, portanto nunca tiveram nada.
- Incrível como tudo acontece exatamente na semana que fico fora.  – disse a eles.
Mais tarde, quando Junsu foi fazer o pedido formal, todos disseram já saber que acabaríamos juntos. Disseram que só a gente ainda não sabia disso.

Mas ainda não acabou.
A noite, após sair do banho já de pijama, me deparei com a mesa posta e todos ao redor. Junsu segurava a ponta de um arco de um lado da mesa e do outro Lizy segurava a outra ponta; estava escrito “Feliz Aniversário”.
- Faríamos sua comemoração no dia em que viajou. Já havíamos chamado Lizy, portanto ela não veio por causa do Theo e sim por sua causa. O namoro foi apenas uma conseqüência. – Disse minha mãe.
E Lizy completou:
- E eu não liguei aqui pra saber de você. Eu estava aqui quando te mandei a mensagem de texto.
Quase chorei. Todos foram até mim e juntos me deram aquele abraço coletivo. Depois cada um me deu um presente e fomos comer bolo.
Sinto que aquele foi o melhor aniversário de todos.

***
A turnê de Junsu durou em média três meses e eu o acompanhei sempre pela internet.
Conversávamos pelo menos uma vez por semana, ou quando ele estava disponível. Eram momentos maravilhosos que, sem dúvida, mereciam replay.
Passados alguns dias do fim da turnê, recebi pelo correio um DVD gravável, de Junsu.
Ansiosa, o inseri na imediatamente no DVD player. Estava só, o que significava que poderia chorar a vontade, independente do conteúdo.
O vídeo começou com ele arrumando a câmera, então sentou-se em um sofá próximo e começou falar, com aquele português cheio de sotaque:

Oi Ali. (risos)
Minha turnê finalmente chegou ao fim, no entanto ainda estarei trabalhando por um tempo.
Espero que seja capaz de me esperar por mais tempo, porque eu vou te esperar o quanto for necessário.  (risos)
Conversei com seus pais recentemente e assim que finalizar toda minha agenda, estarei voltando para te buscar.
Sim (mais risos), expliquei tudo a eles e até que aceitaram de boa. Você passará um tempo aqui na Coréia comigo, vai conhecer minha família e, como meu trabalho é quase contínuo, também vai conhecer meus colegas de trabalho, local de preparação e tudo o mais.
Há duas pessoas que quero muito que conheça também, que fazem parte do grupo ao qual sou membro; Jaejoong e Yoochun. São pessoas muito importantes e que estão super ansiosos por conhecerem minha namorada.
Colocou a mão na boca como se fosse contar um segredo e disse: Acho que falo demais de você. (e mais risos)
Enfim. Estou super ansioso. Espero que o tempo não seja tão lento, assim não vai demorar pra nos reencontrarmos.
Te amo muito Ali.
Seu Kim Junsu.

E desligou a câmera. Essa foi sua primeira carta após nosso reencontro, mas depois dessa, vieram muitas outras.
E continuam vindo.

Você encontra todos os outros capítulos em: Read & Write: Cartas para Alice ♥






sexta-feira, 10 de abril de 2015

Fic Gift - Capítulo XXIII ♥

Postado por Biia Cavagleiro às 16:34 1 comentários
Chegamos ao último capítulo da fic!
Ainda teremos o epílogo, então não se desesperem!




Capítulo 23~

Antes do show, Junsu insistiu que eu ficasse na pista Premium, mesmo eu dizendo não ser necessário. Além disso, ainda fez questão de me dar uma camiseta da turnê, que, aliás, ficou quase um vestido, pois não tinha mais tamanhos menores disponíveis. Mesmo assim, amei.
O início do show foi semelhante ao de São Paulo. O que os diferia eras os figurinos e a ordem das músicas.
Antes de sair para sua primeira troca de figurino, avisou que haveria uma surpresa no próximo bloco. E deixando o palco, seus dançarinos entraram para performance do intervalo, e pensa em uns dançarinos bons (e lindos também). Porém as dançarinas me incomodavam bastante. Pra que tanta vulgaridade? Porque tão pouco pano? Sim, senti um pouco de ciúmes, até porque elas estavam, na maioria das vezes, dançando sensualmente e com o Junsu. No entanto não demonstraria, seria muita ignorância ter ciúmes justo de um pop star.

Quando ele voltou ao palco, um tempo depois, vestindo uma camisa branca simples e uma calça jeans, tive uma vontade imensa de gritar “Junsu, eu te amo”, mas não faria muito sentido, tendo tanta gente ao meu redor dizendo a mesma coisa. Seria como se estivesse dizendo que o amo da mesma maneira que eles, ou que ele é pra mim, assim como é para os outros. Preferi manter minha particularidade, afinal, aquele lá em cima, vestido normalmente, sem suas roupas espalhafatosas, aquele era o Junsu que eu conheci e, por mais que muitos ali pudessem dizer a mesma coisa, só eu sabia da verdade.
Fiquei tão envolvida nisso, que mal percebi quando ele começou dizer:
- Bem, essa não era a roupa designada para esse bloco nem tampouco a música que cantarei, também. No entanto, às vezes, é necessário que algumas regras sejam quebradas para que façamos o que nosso coração manda. Porém, não é só porque fiz algumas modificações que essa noite será imemorável. Na verdade, creio que esse show será o mais memorável até hoje. – Todos aplaudiram e gritaram em um só som. E ele continuou: - E hoje eu gostaria de chamar uma pessoa ao palco para me acompanhar nessa performance. – O barulho só aumentou com o povo todo gritando “chama eu”. Mas ele olhava para mim, com aquele sorriso encantador. E estendendo a mão disse: - Ali?
Não sei nem dizer que cor fiquei. Minhas bochechas queimaram quando todos olharam para mim e me senti menor a cada olhar.
Fui praticamente empurrada até a escada do palco. E ao subir e ver todos aqueles olhos grudados em mim, senti muita vontade de correr.
- O que está fazendo? – Perguntei a ele, baixinho.
- Quebrando as regras.
- Isso me inclui em primeiro ou segundo plano?
- Em todos eles. – Ele mantinha seu sorriso ainda mais envolvente.
Logo surgiu, não sei de onde, uma poltrona, onde me pediram que sentasse. Todos gritavam freneticamente.
Então a música, denominada Alice, começou tocar e os gritos diminuíram para dar lugar a um pequeno coral que cantava junto com Junsu as partes mais marcantes da canção com as mãos dançantes acima das cabeças.
Durante a música ele ia até mim e depois se afastava, representando o momento em que eu permiti que partisse sem confissão. Ao final, todos bateram palmas e gritaram novamente, mas o toque continuou. Foi aí que ele andou em minha direção, ajoelhou-se diante de mim e falou, com um largo sorriso e aquele sotaque perfeito:
- Alice, aceita namorar-me? – Arregalei os olhos sem conseguir acreditar. Mas ele estava ali na minha frente, segurando uma caixinha vermelha, contento anéis de compromisso.
O barulho parou com o impacto do pedido. Olhei a platéia, que me olhava espantada. Levei alguns minutos para digerir tudo aquilo.
- Ali? – Chamou-me novamente, sem deixar de sorrir.
- Eu... – Olhei novamente a platéia, que permanecia intacta. As fanlight sumiram, o barulho calou-se e só haviam diversos olhos arregalados em meio à escuridão. Voltei-me a ele, que me olhava nervoso. – Euu... Aceito, claro. – Disse, finalmente, sorrindo.
O silêncio cessou e todos aplaudiram o momento.
 E é exatamente isso que ainda não consigo entender; eles ficam loucos quando o vêem, dizem querer casar com ele (ou coisa parecida), mas quando ele diz estar amando outro alguém, eles aplaudem de pé. No fundo acho que é exatamente esse o tipo de fã que Junsu escolheria, afinal.


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Fic Gift - Capítulo XXII ♥

Postado por Biia Cavagleiro às 04:04 0 comentários
Estamos chegando na reta final dessa história maravilhosa e chorável. A mesma sensação que eu tive ao ler pela primeira vez, estou tendo agora, relendo essa fic que é um presente adorável.
Esse é o penúltimo capítulo da história, então segurem o coração!





Capítulo 22~

O segui silenciosamente, mas muito nervosa. Fomos andando calmamente e então adentramos por um corredor banhado por portas em suas laterais e muito quentinho. Todas as portas continham uma plaquinha escrita em hangul, ou seja, eu não soube ler.
Ao final do corredor, ele abriu uma das portas e pediu que eu o esperasse do lado de fora enquanto ele falava com Junsu e, caso ele dissesse não me conhecer ou não quisesse falar comigo, eu partiria de lá mesmo.
Pude ouvir enquanto ambos conversavam em inglês.
- Como assim uma conhecida quer falar comigo? – Dizia Junsu.
- Ela apareceu enquanto eu encaminhava os equipamentos para dentro e disse lhe conhecer e precisar falar contigo. – Respondeu o rapaz.
- Mas eu não tenho... – uma pausa e – espera. Uma conhecida? Será que... – Disse Junsu em tom surpreso e, pela brecha da porta entreaberta, o vi levantando num salto na cadeira na qual aguardava a cabeleira e maquiadora. – Onde está ela?
- Está aí fora.
- Aqui? – Nesse momento, me ele olhou na direção da porta e me escondi atrás da parede, sem pensar. – Você a trouxe?
- Sim senhor, no entanto, se não quiser vê-la, a levo de volta imediatamente.
- Nessas ocasiões, você deveria falar em coreano. Por exemplo, se for quem estou pensando, ela entende inglês e...
- Com licença, o senhor continuar a falar em inglês. – advertiu o homem.
Junsu parou e sentou-se novamente e virou-se para o espelho.
- O.k, mande-a entrar, por favor. – e prosseguiu em coreano.

Assim que homem saiu, sorriu-me e disse:
- Entre.
Assenti e entrei cautelosamente. Ele estava com um roupão até o meio da perna, uma calça moletom e chinelos.
- Com licença. – Disse enquanto entrava.
Ele me olhou através do espelho e virou-se parecendo um pouco nervoso.
- Ali. – disse, com um sorriso acanhado. – Que bom vê-la novamente.
Então levantou-se e foi ao meu encontro, abraçando-me. Após  alguns instantes, afastou-se meio envergonhado.
- Ahn, o que faz aqui? Achei que não quisesse me ver.
- Nunca disse isso. Na verdade vim justamente pra vê-lo. – Dei uma breve pausa para, caso ele quisesse, falar alguma coisa. Mas continuou calado. – Infelizmente não consegui ingressos dessa vez, por isso tive de entrar pela porta dos fundos. – Disse rindo. Ele também ria.
- Dessa vez? Você foi me ver em São Paulo?
- Sim, e foi uma experiência maravilhosa.
- Ah fico muito feliz que tenha gostado. – Ele continuava acanhado. Talvez fosse medo de estar confundindo as coisas, pensei. – Mas então, porque está aqui? Sei que disse que veio pra me ver, mas esse não foi seu objetivo principal, foi?
- Sim, é meu objetivo principal. Estava realmente com muita saudade e, após ler sua carta e saber que sente por mim o mesmo que sinto por você, eu...
- Você leu a carta e só por isso veio?
- Sim. Quer dizer, sim e não.
- Não entendi. – Disse ele coçando a cabeça, meio confuso.
Senti que sua mente estava começando regar algo nada bom, por isso tratei de dizer tudo logo de uma vez. Contei a ele sobre o show e sobre ter ido vê-lo por uma última vez, mas que, ao chegar em casa, encontrei a carta dele, onde ele me dizia ser um pop star,no entanto, naquele momento eu já estava ciente disso. Então fui ler as traduções das canções, porque haviam me dito serem perfeitas. – Foi ai que descobri que todas estavam relacionadas a mim. – Disse. E então, ao ler a carta que enviara a ele, descobri que estava equivocada, por isso, decidi ir atrás dele, pra desfazer o mal entendido e recuperar o tempo perdido.
Junsu permanecia de cabeça baixa, parecendo mastigar a informação. Após um tempo, olhou-me com os olhos marejados e me abraçou novamente, mas dessa vez, bem mais apertado e aconchegante.
Até que alguém abriu a porta.
- Err... Senhor? – Uma senhora colocou a cabeça para dentro e então nos afastamos rapidamente. – Ahn, desculpe interromper, o que quer que seja, é que precisamos começar prepará-lo ou não estará pronta a tempo.
Ele me olhou e fui saindo, no entanto, me segurou pela mão. Voltou-se para a mulher e disse:
- Aguarde apenas um momento. – E ela voltou a fechar a porta.
- Você vai estar no show dessa noite? – Perguntou-me.
- Bem, já disse que não consegui ingresso. Estavam todos esgot...
- Você não precisa disso. Sabe que é VIP. – Ele sorria, aquele sorriso perfeito do qual eu sentia tanta falta. – Se puder, fique aqui e assim que abrirem para o público, você entra e se junta a eles.
- Não, isso me parece injusto. Eles compraram seus ingressos e o conhecem há tanto tempo mais que eu e... – Ele colocou o indicador nos meus lábios, calando-me. Em seguida, inclinado como estava, aproximou-se um pouco mais e tocou meus lábios com os seus. Foi apenas um selinho, como dizem, mas foi tão bom que aquela corrente de energia correu por todo meu sistema nervoso e fiquei tensa. Minhas bochechas começaram queimar e virei-me rapidamente para que ele não notasse, sentando-me em um sofá de madeira que lá havia.
Pude vê-lo sorrir de satisfação ou felicidade, ou talvez os dois juntos. Então foi até a porta e a abriu, deixando que entrasse algumas pessoas para aprontá-lo para o show, que seria em algumas horas.




quarta-feira, 8 de abril de 2015

Fic Gift - Capítulo XXI ♥

Postado por Biia Cavagleiro às 13:40 0 comentários
YO, queridos!
Mais um capítulo saindo do forno. Lembrando que estamos na reta final da história!

GO!


Capítulo 21~

Fiquei perplexa e não pude conter uma lágrima que rolou lentamente pela bochecha.
Junsu me respondera a tudo, no entanto não li nada a tempo, o que provavelmente ocasionou toda a tensão de seus últimos dias em minha casa.
Seu próximo show, no Rio de Janeiro, seria em uma semana e eu precisava estar lá, precisava pelo menos tentar mostrar a ele que eu o amava, por isso fui mais uma vez ao site de ingressos. Ao abrir, entristeci-me ao ver TODOS esgotados. Só consegui crer que era mesmo verdade, após clicar, inutilmente, diversas vezes em um “comprar” já sem vida. Comecei chorar, mas mesmo assim agarrei a carta contra o peito, enxugando as lágrimas na manga da blusa e prometi a mim mesma que não desistiria de ir, mesmo que não entrasse.
Pela manhã, antes que todos acordassem, peguei meu GPS, a chave do carro (que não era meu) e fui para o Rio de Janeiro. Deixei apenas um bilhete na geladeira para que não se preocupassem.
Eu estava de férias e encontrei um bom aproveitamento para elas. Acionei o GPS e fui, em busca da minha felicidade.
A distância era longa e a viagem cansativa, mesmo assim só parei quando o GPS disse “você chegou ao seu destino”.
Consegui pegar uma promoção muito boa em um hotel lá perto e que era de frente para o mar, então fiquei por lá mesmo. Não era uma suíte presidencial, mas era muito confortável e aconchegante.
Ao chegar, só deixei a bagagem no quarto, arregacei as pernas da calça e fui a praia. Apesar do frio, o movimento era intenso. Fiquei sentada apenas observando as ondas irem e virem e lá longe se chocarem nas pedras da encosta. Fechei os olhos e me desliguei do mundo mantendo a atenção na melodia das muitas ondas de quebrando na praia. Fiquei imaginado que a possibilidade de encontrar Junsu naquela semana pela cidade seria em média o tamanho da imensidão do mar. Portanto deixei-me cair de costas na areia.
Meu celular vibrou algumas vezes indicando o recebimento de algumas mensagens de texto. Sentei-me novamente para ler.

“Como assim você foi para o Rio de Janeiro e não me contou? Também entro de férias essa semana e poderia muito bem ter me esperado, assim íamos juntas.”

Respondi:

“Não foi planejado. Se fosse eu teria lhe comunicado, mas é uma emergência. Aliás, te contei que Junsu é um pop star super famoso e que está em turnê pelo mundo e passa por três Estados no Brasil? E que além disso, fez um álbum com músicas incríveis, todas relacionadas a mim?”

Sem demora, ela me respondeu:

“NÃO ACREDITO QUE DESCOBRIU ISSO E NÃO ME LIGOU PRA DAR A NOTÍCIA BOMBÁSTICA. É SÉRIO? FEZ UM ÁLBUM PRA VOCÊ? E você o deixou partir assim. Tsc.”

Continuamos conversando por algum tempo. Contei a ela que não sabia e que só descobrira no dia anterior, por isso estava no Rio de Janeiro. Ela entendeu e disse que se era assim, ela me perdoava. Ufa!
Mas de repente uma pulguinha se empoleirou atrás da minha orelha.

“Mas, como soube que eu estava no Rio se você nem me perguntou?” – Questionei.

“Liguei na sua casa pra saber de você e sua mãe me disse.”

Foi o que respondeu, porém ainda fiquei me perguntando suas razões para ligar em casa e não no meu celular, que seria mais prático, no entanto não voltei a fazer perguntas.
A semana passou sem nenhuma novidade, quando não estava no quarto, estava na praia e vice-verse. Infelizmente não esbarrei com Junsu em nenhuma andança pelas calçadas da cidade.
No dia do show, um pouco depois do almoço, me aprontei e me posicionei em frente ao local esperando haver alguma oportunidade de entrar e ser capaz de conversar com ele ou no caso de alguém decidir vender um ingresso de última hora. Naquele horário já haviam algumas pessoas com barracas ainda montadas, na fila.
Algum tempo depois, vi alguns homens descarregando um caminhão de equipamentos no lado oposto a entrada. Caminhei até discretamente, na esperança de conseguir entrar com eles.
- Hm, olá. – Disse a um homem que parecia checar em uma lista os equipamentos. Ele me olhou por cima dos óculos.
- Um momento por favor. – Disse checando alguns equipamentos que entravam. – O que deseja?
- Eu... – Tentei mentir, mas não tive ideia nenhuma. – Eu sou uma conhecida do Junsu e... Será que eu poderia falar com ele?
Ele revirou os olhos antes de me responder:
- Existem muitas meninas e até meninos, que dizem a mesma coisa e algumas mentiras mais cabeludas. Como pode me dizer que o que está dizendo é verídico?
Tirei o envelope do bolso e depois a carta.
- Olhe, eu enviei essa carta a ele e essa – disse apontando para a parte da carta em que eu escrevera. – é a minha letra. Creio que conheces a letra dele, já que faz parte de sua equipe, então poderás reconhecer que esta, diferente da outra – e apontei para a dele. – é dele. De verdade.
- Certo. Vou levá-la até lá, MAS... – levantou o indicador para enfatizar. – você só poderá falar com ele se for autorizada. Caso ele diga não conhecê-la, terá de sair nem mesmo vê-lo. – fez uma pausa. – tem ingresso?
- Não. Esgotaram todos. – disse tristemente.
- Sem problema, é que se tivesse eu o pegaria, assim, caso estiver mentindo, não poderia nem ver o show desta noite.
Confesso que me senti feliz em não ter conseguido ingresso, assim, se Junsu não quisesse falar comigo, eu já sabia que não veria o show de qualquer jeito.





segunda-feira, 6 de abril de 2015

Fic Gift - Capítulo XX ♥

Postado por Biia Cavagleiro às 17:10 0 comentários
 


Um capítulo cheio de emoção nos espera nas letras dessa postagem!
Surpreendam-se!






Capítulo 20~

A chuva caia densa sobre meus ombros enquanto eu lutava com as chaves do portão.
Era fria e impiedosa.
Entrei correndo e fui tomar um banho quente sem nem dar satisfações a meus pais que ainda me esperavam acordados.
- Não vai dizer como foi? – Perguntou minha mãe logo que entrei no quarto, após o banho.
- Hoje não, talvez amanhã. – Ela parece ter entendido, porque apenas continuaram vendo um filme enquanto eu me vestia para dormir. Vesti meu pijama e, antes de em deitar, decidi ler pra esquecer um pouco a falta que Junsu me faria e em como ele devia me achar uma boba por ousar gostar dele.
Fui até minha estante e sem pensar duas vezes, apanhei “O pequeno príncipe”, meu livro favorito. Ao puxá-lo, um envelope rodopiou pelo ar pousando no meu pé. Ele era branco e bem comum. Abracei o livro e apanhei o envelope, indo para a cama em seguida.
Sentei-me e, com o livro sobre o colo, observei o envelope de um lado de outro. Ao vira-lo, o nome Junsu estava solitário bem no centro. Fiquei meio confusa, mas logo percebi uma semelhança com a carta que ele me impedira de ler e a mesma que eu devolvera sem nem abrir. Ele, provavelmente, deixara antes de partir.
Abri imediatamente e puxei o papel de dentro. A tinta parecia borrada em alguns pontos, mas não parecia de lágrimas, por isso pensei que poderia ser suor de suas mãos. Deixei pra lá e comecei ler:

“Ali,
Sei que não nos conhecemos há tanto tempo e talvez não o suficiente pra muita coisa que quero dizer, porém me sinto incomodada com algumas e sinto que você precisa saber.
Eu tenho um segredo e creio que esse seja o mais importante no momento. Infelizmente esse mesmo segredo, muitas vezes me impede de ver o “eu” das pessoas mais claramente.
É complicado dizer que, minha confiança na maioria das pessoas, é constante, mas inevitável.
No entanto devo lhe confessar que há algo em seu olhar que me impede que sinta tal com você e sei que posso confiar a ti esse segredo.
Espero que não me odeie e nem me julgue por isso, pois é de fato muito difícil pra mim ter de lhe dizer isso.
Gostaria mesmo de ser um homem normal e comum, mas não sou. Sinto muito.
A verdade é que sou um tipo de “pop star” sul-coreano. Coleciono fãs pelo mundo todo. Sei que deve ser difícil acreditar em primeiro momento, mas é a verdade.
Queria eu poder estar ao seu lado mais constantemente, no entanto minha profissão exige demais meu tempo, o que me impede de poder tal coisa.
Espero que compreenda. Não é recente, estou nisso há uns dez anos e realmente gosto do que faço.
Não lhe quero ser cansativo, por isso paro por aqui dizendo apenas que, aconteça o que acontecer, estará sempre em minha memória.
 Kim Junsu.”

Demorou um pouco pra acordar de meu transe após ler a carta. Ele me contara, eu só não lera na época certa. Na verdade eu deveria ter encontrado antes, pois ele deve ter me visto com aquele livro diversas vezes enquanto estava em casa, no entanto não o peguei desde que Junsu partiu.

Passado a primeira surpresa, lembrei-me que em algum momento a menina (legal) do show falara que as letras das músicas eram perfeitas, então decidi procurar as traduções.
E qual não foi a surpresa quando, ao abrir um site, a primeira música, a mais perfeita e também minha favorita, continha como título nada mais nada menos que meu nome.
Parecia mentira, porém após atualizar a página umas dez vezes, pude ter certeza. Por fim, após ler todas as traduções, percebi que todas estavam relacionadas... a mim.
Ele falava das cartas, dos dias ao meu lado, do modo como o tratava com frieza e da carta que enviara a ele, dizendo que não mais me procurasse e uma parte não ficou muito claro de início. Ele disse:

“Aquela carta que deixou para mim, e também a única que me escreveu, eu deveria ter guardado.
Sinto que perdi uma parte de ti ao devolvê-la, mas você falou, foi você quem disse que não queria mais as minhas, sendo assim não tive escolha.
Um dia ainda espero tê-la de volta para que, por toda a vida, possa guarda-la como minha última recordação sua.
Suas palavras machucaram, doeram, mas seria melhor tê-la aqui comigo do que estar sem ela e sem você, sem nada.
Sinto muito se não foi como queria, na verdade nem sei o que você queria, mas era tudo o que sentia. Não existe maior verdade do que tudo o que lhe disse.
Não existe maior verdade do que o amor que lhe tenho.”

Eu li e reli várias vezes até decidir, finalmente, abrir o envelope da carta que dera a ele. Ao abrir e reler a carta inteirinha, mais uma surpresa me aguardava ao pé da minha assinatura.

“Ali,
Sinto muito se não fui capaz de demonstrar mais claramente meus sentimentos por você. A verdade é, Mesmo sendo tranqüilo com relação a isso, me sinto nervoso quando estou com você. Por essa razão não consigo ser claro ao expressar meus sentimentos.
Sendo sincero, eu amor você desde o momento em que foi abrir a porta, logo que cheguei.Não só sua beleza, mas o brilho em seu olhar, me fascina. O modo como pronuncia meu nome e como me olha.
Enfim, poderia descrever milhares de coisas em você que me encanta, mas o espaço está no fim e devo ter espaço pra dizer que TE AMO!
Sei que pode parecer exagero, já que não te conheço o suficiente para isso, mas é a verdade.
Peço perdão mais uma vez e espero que isso esclareça de vez.
Seu Junsu. (sim, é assim que deve me chamar (risos)) “.




 

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